GRÁFICO HISTÓRICO - AT

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O gráfico acima possibilitara você a localizar historicamente os livros do AT. Evidentemente que muitas das datas são difíceis de serem estabelecidas com total exatidão, mas ao menos você terá um referencial bem embasado.  

segunda 06 setembro 2010 07:42


PARA PENSAR

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O Televisor é o meu pastor; por isso o

meu crescimento espiritual faltar-me-á.

Deitar-me faz no sofá, guia-me

astutamente às águas poluídas e

turbulentas. Destrói os meus princípios

cristãos, congelando minha vida

espiritual.

Guia-me pelos caminhos da impureza

e da pornografia, por amor aos seus

programas.

Ainda que eu ande num caminho

mortal, conheço mais de novelas, filmes e

os ensinos imorais estão sempre comigo.

As conseqüências eu já posso sentir.

Preparas para mim uma mesa farta de

desejos e inclinações carnais. Unges a

minha cabeça com lascívia e engano; a

minha vida espiritual fica uma vergonha.

Certamente que a promiscuidade e a

maldade me seguirão todos os dias da

minha vida, e habitarei no inferno, na

p r e s e n ç a d o d i a b o e s e u s

anjos, para todo o sempre.

 

Extraído de "O Jornal Batista. Brasil" de 24 a

30/05/1999.

quinta 02 setembro 2010 17:31


NÚMEROS – Propósito

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Podemos encontrar pelo menos dois propósitos principais neste quarto livro que compõe o quinteto do Pentateuco.

Histórico: O livro é uma espécie de diário dos dias iniciais da longa estadia do povo de Israel no deserto. O registro do roteiro implementado pelo povo do Sinai até as planícies de Moabe está em perfeita sincronia com as narrativas de Êxodo e Levítico, mas trás preciosas informações exclusivas.

Moisés conduz o povo até às fronteiras de Canaã, mas faltou aos líderes das tribos, com exceção de Josué e Calebe, a fé necessária para tomarem posse das promessas de Deus. Em vários momentos até mesmo pressionaram Moisés para retornarem ao Egito, de onde haviam sido tirados da situação de escravidão. O conjunto destas tristes atitudes provocou a ira de Deus e ao final dos trinta e oito anos toda aquela geração, menos Josué e Calebe, pereceram.

Apesar da atmosfera de fracasso que permeia a narrativa, o livro mantém o foco firme na expectativa da futura posse da terra prometida, fazendo uma perfeita ponte entre este período “legislativo” e o estabelecimento em Canaã.

Pedagógico: Como vimos acima a viagem até as portas de Canaã seria de apenas alguns meses, mas como sabemos estendeu-se por trinta e oito anos e as razões são explicitadas na narrativa. Mas este longo período será utilizado por Deus para ensinar didaticamente a nova geração, que lideradas por Josué e Calebe haverão de tomar posse da terra de Canaã, demonstrando mais uma vez que os propósitos de Deus jamais podem ser frustrados. Vejamos a metodologia pedagógica de Deus em ação:

·         Deus sempre permaneceu fiel à Aliança estabelecida com seu povo e apesar das constantes queixas, demonstração explicita de incredulidade e ingratidão, Ele sempre esteve presente, guiando-os, cuidando deles e os protegendo.

·         O período do deserto é a oportunidade que Deus têm de disciplinar e formar o caráter da nova geração. O prazer de Deus sempre foi o de abençoar seu povo, todavia, Ele jamais deixou de exercer sua disciplina paternal quantas vezes fossem necessárias para corrigi-los de seu espírito insensato de rebelião e orgulho.

·         Aqui mais uma vez Deus ensina que absolutamente nada pode frustrar seus propósitos eternos ou anular a Sua Aliança estabelecida com os patriarcas e somente por esta razão é que o povo haverá de entrar em Canaã.

 

REFLEXÃO

Poucos livros da Bíblia descrevem de forma tão atual o comportamento da grande maioria dos evangélicos atuais. Nunca uma geração foi tão insatisfeita e insensata quanto destes últimos dias. A paciência de Deus esta sendo alongada ao extremo e o tempo da disciplina se aproxima rapidamente.

Ainda há alguns como Josué e Calebe que não negociaram a fé e mantém um senso profundo da obediência que tanto agrada ao coração de Deus, mas o numero diminuiu drasticamente. Nossa única esperança repousa novamente na imutabilidade da Aliança estabelecida por Deus e ratificada na cruz do calvário pelo sacrifício perfeito de Jesus e sua ressurreição dentre os mortos.

Se tivermos humildade e disposição poderemos sermos grandemente enriquecidos com o estudo dos fracassos dos israelitas no deserto, das leis de santidade ali não somente estabelecidas, mas também exercitadas, bem como visualizarmos as continuas manifestações da bondade graciosa de Deus narradas nas páginas preciosas deste livro de Números.

Rev. Ivan Pereira Guedes

PRÓXIMO: Estrutura e Organização

 

ARTIGOS RELACIONADOS

http://reflexaobiblicavt.spaceblog.com.br/940956/NUMEROS-Introducao/

http://reflexaobiblicavt.spaceblog.com.br/r23128/Pentateuco/

 

 

 

 

quinta 02 setembro 2010 16:17 , em Números


NÚMEROS – Introdução

Blog de reflexaobiblicavt :REFLEXÃO BIBLICA VT, NÚMEROS – Introdução

Como acontece com a grande maioria dos livros do AT este quarto livro que compõe o Pentateuco é menosprezado pelos crentes em geral.

Todavia, ele é de fundamental importância, pois nos trás as únicas informações sobre o que aconteceu com Moisés e o povo israelita no longo período, quase quarentas anos, em que permaneceram no deserto antes de finalmente tomarem posse da terra de Canaã já sob a liderança de Josué.

Se não bastasse a importância histórica ele, como cada um dos demais livros bíblicos, contém parte da revelação dos propósitos eternos de Deus. Relegá-lo a um canto empoeirado da biblioteca canônica é produzir um prejuízo incalculável à compreensão da pedagogia divina além de indicar que o Espírito Santo não tinha mais o que fazer quando habilitou o escritor a registrar todas as minuciosas informações nele contidas.

Em contraste com o Levítico, que trata quase totalmente das particularidades da nova legislação religiosa e social do povo, Números, assim com Êxodo, é uma combinação bem entrelaçada de acontecimentos históricos e leis.

Espero que você possa lançar fora qualquer falta de interesse e má vontade e aceite acampar no deserto do Sinai na companhia de Moisés e as famílias israelitas. Seja bem vindo!

TITULO DO LIVRO

 Os judeus identificam este quarto livro por dois nomes, relacionados diretamente às primeiras palavras do texto hebraico. Pode ser a primeira palavra do texto דְbבַּריְוַWayyedabber [e ele (Jeová) disse] ou ainda a quinta palavra do texto hebraico  רdmבְּ  Bemidbar [no deserto]. O titulo em português é uma herança da Vulgata Latina (Numeri), que por sua vez o extraiu da Septuaginta versão grega (Arithmoi). Os gregos e seus seguidores optaram por este titulo por causa dos dois censos encontrados no livro (captos 1- 3 e 26), entretanto o segundo titulo hebraico é mais apropriado em relação ao conteúdo do livro uma vez que toda a ação acontece no deserto.

AUTORIA

Como discutido exaustivamente na introdução ao Pentateuco os estudiosos mais conservadores preferem seguir a vasta tradição judaico-cristã da autoria mosaica destes cinco primeiros livros da bíblia hebraica. O livro em si trás apenas uma referência a Moisés como seu escritor, em referência a árdua viagem pelo deserto do Egito a Moabe (Nm 33.2).

Como em Levítico, a expressão introdutória “O Senhor falou a Moisés” aparece em todos os capítulos do livro. Até que surjam evidências mais concretas do contrário, pode-se presumir, por analogia ao livro de Êxodo, que grande parte do texto de Números é obra literária de Moisés, proveniente do século XV ou XIII a.C. (dependendo da data do êxodo).

Na contramão estão os estudiosos mais liberais que questionam a autoria mosaica não apenas de Números, mas dos demais livros do Pentateuco. Eles defendem a chamada hipótese documentária para a composição destes cinco livros iniciais, subdivididos em quatro fontes literárias principais escritas em épocas diferentes e autores distintos. Entretanto, não há entres estes estudiosos uma concordância quanto o real conteúdo de cada fonte e nem o período exato em que foram produzidos. Deste modo, suas posições e conclusões tornam-se fragilizados.

Rev. Ivan Pereira Guedes

 

PRÓXIMO ARTIGO – Propósito do Livro

 


Andrew E. Hill & J. H. Walton, Panorama do Antigo Testamento, Ed. Vida, 2006, p.128.

quarta 01 setembro 2010 12:02 , em Números


O nosso lugar no mundo através do Velho Testamento

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Texto para reflexão:

 Então lhe foi entregue o livro do profeta Isaías; e abrindo-o, achou o lugar em que estava escrito (Lucas 4.17).

Você já parou para pensar que as histórias do VT são de importância fundamental para a formação da nossa consciência. As histórias do VT nos levam a aprender valores morais e a desenvolver capacidades sociais.
Elas nos ajudam a descobrir o nosso lugar no mundo e, na realidade, um lugar específico, no espaço e no tempo. Então nós não estamos aí soltos no espaço, que é a grande ameaça da cultura das drogas, porque as drogas são nada mais do que um “tapa-buraco” para o nosso comportamento.
As histórias do VT são transparentes e nos contam tudo o que acontece na vida. É fato que o Velho Testamento conta a vida profundamente dentro de si mesma. Por exemplo, o VT não esconde as falhas de Noé, o processo de falha no caráter de Caim, as fraquezas de Moisés, de Davi, de Salomão e de Josias. Ela não esconde a dor de Jeremias, de Ana, de Ezequias quando ficou doente. Da tristeza de Neemias em ver o estado deplorável de Jerusalém.
Quando você lê o Velho Testamento, parece que é uma cópia do que somos de fato na presença de Deus: pecadores, fracos e necessitados. Por isso, o ato de contar uma história é um ato social e um ato concreto.
É bom avaliarmos as qualidades das histórias que nós encontramos no VT.

 

As histórias são flexíveis:

São histórias de final aberto. E por isso, são aplicáveis. E elas evocam de nós respostas apropriadas. E por isso, somos trazidos para dentro da história de cada personagem do VT.

Quem não quer respirar a histórias de José do Egito? Olhando para José, podemos nos enxergar ali, as dores, a rejeição, a glória e reconhecimento no final de tudo. Nas histórias podemos nos perguntar: Eu sou Jacó ou eu sou Esaú, eu sou José? Elas nos revelam e nos traz

As histórias compartilham os segredos internos da narrativa, expandem a nossa própria imaginação:

Elas aprofundam a nossa consciência e nos ajudam a compreender que, além das informações que nos passam, elas são escolas de atitudes. E são as atitudes que nos instruem.

As histórias nos fazem reconhecer que elas são experienciais:

Elas nos ajudam a aprender a partir da experiência de outros. E ao desenvolver e desdobrar o drama da vida, elas acabam nos dando condições de enxergar a estratégia para se viver. Elas nos dão um propósito claro. Enfim, as histórias do VT muitas vezes, são polêmicas, pois, tocam no nosso interesse próprio e no nosso egoísmo.

É por isso, que o Velho Testamento é tão duro na área da imoralidade e do adultério. A exposição de Davi em seu pecado com Batseba é um elemento central na história dele, porque tragicamente isso se repetiu na sua família em incesto, em rebelião e numa vida complicada.
Você quer descobrir o seu lugar no mundo? Comece a ler o Velho Testamento e veja o seu retrato da alma lá!

 

Alcindo Almeida é  membro da equipe pastoral da Igreja Presbiteriana da Lapa em São Paulo. Casado com Erika de Araújo Taibo Almeida e pai da pequena Isabella. É autor de várias obras. Além disso, é membro fundador e diretor do grupo de apoio pastoral “Projeto Timóteo”. Blog:

http://alcindoalmeida.blogspot.com

 

segunda 22 fevereiro 2010 14:06


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